2026-03-10
Março de 2026 vê o Everton mais uma vez navegando pelas águas turbulentas do meio da tabela. Apesar de momentos de promessa genuína, os Toffees continuam a lutar com uma questão fundamental: que tipo de time eles são? Sean Dyche, agora em sua terceira temporada completa no comando, incutiu uma garra defensiva louvável, mas o plano de ataque muitas vezes parece fragmentado, levando a uma inconsistência frustrante que assola os fiéis de Goodison.
Olhando para sua sequência recente, uma vitória por 1 a 0 sobre o Brighton em casa foi seguida por uma decepcionante derrota por 2 a 0 fora de casa para o Fulham. Esse padrão, uma vitória contra um adversário forte, depois um tropeço contra um aparentemente mais fraco, tornou-se uma marca registrada de sua campanha. Sua posição atual, 12º na liga, com 34 pontos em 28 jogos, reflete essa natureza de Jekyll e Hyde. Eles ostentam uma das defesas mais sólidas da liga, sofrendo apenas 31 gols, um testemunho da organização de James Tarkowski e Jarrad Branthwaite na defesa, muitas vezes protegidos eficazmente por Idrissa Gana Gueye.
Embora a solidez defensiva seja admirável, a falta de ameaça consistente no ataque continua sendo o calcanhar de Aquiles do Everton. Com apenas 27 gols marcados, eles estão entre os que menos marcam na divisão. Dominic Calvert-Lewin, quando em forma, continua sendo um ponto focal, mas seu histórico de lesões e forma inconsistente significam que o fardo muitas vezes recai sobre outros. Dwight McNeil, embora trabalhador, carece da capacidade de entregar gols ou assistências regularmente. Arnaut Danjuma, trazido para adicionar talento, mostrou lampejos, mas não produziu consistentemente o impacto esperado, contribuindo com apenas 3 gols na liga até agora nesta temporada. Para mais informações, veja nossa cobertura sobre Chelsea, Liverpool Compartilham Empate Emocionante.
O meio-campo, embora sólido defensivamente, luta para se conectar efetivamente com o terço de ataque. As arrancadas de Abdoulaye Doucouré do meio-campo oferecem algum ímpeto, mas há uma clara necessidade de um orquestrador criativo, alguém para desbloquear defesas com passes incisivos. Garner mostrou vislumbres dessa habilidade, particularmente sua variedade de passes, mas a consistência ainda não está lá para realmente ditar o jogo no terço final.
Dyche tem se mantido principalmente em uma formação 4-4-2, priorizando a compactação e as oportunidades de contra-ataque. Quando funciona, como no recente empate no derby contra o Liverpool, eles podem ser incrivelmente difíceis de quebrar. No entanto, contra equipes que jogam recuadas, o Everton muitas vezes carece da astúcia e do brilho individual para quebrar o impasse. Houve instâncias em que Dyche experimentou um 4-3-3, particularmente quando perseguindo um gol, mas o elenco nem sempre parece perfeitamente adequado às demandas desse sistema. Para mais informações, veja nossa cobertura sobre Semana 29 da Premier League: Batalha pelo Título e Rebaixamento Esquenta.
As próximas semanas serão importantes para o Everton. Jogos contra Bournemouth e Nottingham Forest oferecem oportunidades para conquistar pontos vitais e talvez subir para a metade superior da tabela. No entanto, uma viagem a Manchester United se aproxima, um jogo onde sua resiliência defensiva será testada ao limite absoluto. O futuro imediato do Everton depende de encontrar uma maneira de casar sua força defensiva com uma estratégia de ataque mais coerente e potente. O potencial está lá, particularmente com a juventude de Branthwaite e a energia de Onana, mas traduzir esse potencial em resultados consistentes e uma identidade clara continua sendo o desafio duradouro para Sean Dyche e sua equipe.
Os torcedores, como sempre, continuarão a apoiar seu time com paixão inabalável. Mas para o Everton realmente escapar do ciclo de inconsistência, uma filosofia de ataque mais definida e eficaz, ao lado de sua inegável solidez defensiva, é desesperadamente necessária. Só então eles poderão esperar se livrar do rótulo de ser o enigma perene da Premier League.